Referências

1] Comportamento individual e barreiras à ação ambiental

KOLLMUSS, A.; AGYEMAN, J. Mind the Gap: Why do people act environmentally and what are the barriers to pro-environmental behavior? Environmental Education Research, v. 8, n. 3, p. 239–260, 2002.

Um dos artigos mais citados em educação ambiental e psicologia do comportamento — mais de 6.200 citações no CrossRef. Analisa a lacuna entre consciência ambiental e comportamento efetivo, revisando modelos teóricos desde progressões lineares americanas dos anos 1970 até modelos sociológicos contemporâneos. Conclui que o comportamento pró-ambiental é determinado por múltiplos fatores — internos (atitudes, valores, autoeficácia) e externos (infraestrutura, pressão social, incentivos econômicos) — e que nenhum modelo único é suficiente para explicá-lo.

Acesso: https://doi.org/10.1080/13504620220145401


[2] Impacto ambiental da alimentação

POORE, J.; NEMECEK, T. Reducing food’s environmental impacts through producers and consumers. Science, v. 360, n. 6392, p. 987–992, 2018.

Mais de 4.000 citações no Semantic Scholar. Análise de ciclo de vida baseada em dados de 38.700 fazendas e 1.600 processadores em 119 países, cobrindo 40 produtos alimentares e cinco indicadores ambientais: emissões de gases de efeito estufa, uso de terra, uso de água, acidificação terrestre e eutrofização. Demonstra que produtos animais respondem pela maior parte dos impactos da cadeia alimentar e que a variação entre produtores do mesmo produto pode ser de até 50 vezes, criando oportunidades de mitigação mesmo dentro dos sistemas convencionais.

Acesso: https://doi.org/10.1126/science.aaq0216


[3] Ecoturismo e áreas protegidas

CEBALLOS-LASCURÁIN, H. Tourism, Ecotourism, and Protected Areas: The State of Nature-Based Tourism Around the World and Guidelines for Its Development. Gland; Cambridge: IUCN, 1996.

Obra de referência fundacional no campo do ecoturismo, organizada a partir dos trabalhos apresentados no IV Congresso Mundial de Parques Nacionais e Áreas Protegidas (Caracas, 1992). Ceballos-Lascuráin é creditado com a cunhagem do termo “ecoturismo” e com a sistematização dos princípios que distinguem o ecoturismo responsável do turismo convencional em natureza: responsabilidade ambiental, benefício às comunidades locais e minimização do impacto da visitação. A obra influenciou diretamente políticas de gestão de unidades de conservação em dezenas de países.

Acesso (catálogo e versão digital): https://www.semanticscholar.org/paper/Tourism%2C-Ecotourism%2C-and-Protected-Areas%3A-The-State-Ceballos-Lascura%CC%81in/fad55ef5b43171fbb0ce90e364b041fcd8204f13


[4] Pecuária e impacto ambiental global

STEINFELD, H. et al. Livestock’s Long Shadow: Environmental Issues and Options. Roma: Food and Agriculture Organization of the United Nations (FAO), 2006.

Relatório de referência global sobre o impacto ambiental da pecuária, com milhares de citações na literatura científica internacional. Estima que o setor pecuário é responsável por 18% das emissões globais de gases de efeito estufa (revisado para 14,5% em relatório subsequente de 2013, com metodologia atualizada), além de ser o maior usuário de terra agrícola, uma das principais causas de desmatamento e um dos setores com maior impacto sobre recursos hídricos e biodiversidade. Tornou-se o ponto de partida obrigatório de qualquer debate sobre sustentabilidade alimentar.

Acesso: https://www.fao.org/3/a0701e/a0701e.pdf

Publicado por Cadé Conteúdo

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