É a estratégia de desenvolver produtos com vida útil deliberadamente limitada ou com características que incentivam sua substituição antes do fim de seu potencial de uso. O conceito ganhou notoriedade no século XX e continua sendo objeto de debate entre consumidores, empresas e órgãos de defesa do consumidor.
A obsolescência pode assumir diferentes formas. Em alguns casos, está relacionada à durabilidade física do produto, quando componentes apresentam desgaste prematuro ou são difíceis de substituir. Em outros, ocorre por meio da obsolescência tecnológica, quando softwares, sistemas operacionais ou peças de reposição deixam de receber suporte. Existe ainda a obsolescência percebida, associada a mudanças de design, tendências de mercado e estratégias de marketing que estimulam a troca de produtos ainda funcionais.
Do ponto de vista ambiental, a redução artificial da vida útil dos produtos aumenta a demanda por matérias-primas, energia, transporte e processos industriais. Também contribui para o crescimento da geração de resíduos, especialmente no caso de equipamentos eletrônicos, que podem conter materiais de difícil reciclagem e substâncias potencialmente perigosas.
Por essa razão, cresce em diversos países o debate sobre o chamado “direito ao reparo”, que busca ampliar o acesso a peças de reposição, manuais técnicos e serviços de manutenção. A proposta é permitir que consumidores possam prolongar a vida útil de seus produtos sempre que isso for tecnicamente viável.
Uma forma prática de reduzir os impactos da obsolescência é considerar fatores como durabilidade, garantia, disponibilidade de assistência técnica e possibilidade de reparo antes da compra.