O Kanban nasceu na Toyota, na década de 1940, quando o engenheiro Taiichi Ohno criou um sistema visual de cartões para controlar o fluxo de materiais e alinhar a produção à demanda real.
A lógica era simples: nada entra em produção sem que haja sinalização de consumo. Décadas depois, o método migrou para o desenvolvimento de software e a gestão de equipes.
O termo japonês “kanban” significa “cartão visual”, e essa definição já revela a essência do método: tornar o trabalho visível para que toda a equipe acompanhe o progresso em tempo real.
A estrutura básica usa um quadro dividido em colunas como “A Fazer”, “Em Andamento” e “Concluído”. Cada tarefa vira um cartão, que avança pelas colunas conforme o trabalho progride.
Uma das regras centrais do Kanban moderno é o limite de trabalho em andamento, conhecido como WIP, que restringe a quantidade de tarefas simultâneas por coluna e reduz gargalos.
Como implementar
- Passo 1: Crie um quadro – Pode ser uma lousa, um aplicativo de Kanban ou até mesmo um quadro branco. Crie três colunas: “A Fazer”, “Fazendo” e “Concluído”;
- Passo 2: Registre suas tarefas – Anote todas as tarefas que precisa realizar em cartões ou post-its. Cada tarefa é um cartão. Inicialmente, coloque-os na coluna “A Fazer”;
- Passo 3: Mova os cartões – À medida que você trabalha em uma tarefa, desloque o cartão para a coluna “Em Progresso”;
- Passo 4: Conclua – Quando uma tarefa estiver pronta, mova o cartão para a coluna “Feito”.
Dicas de aplicativos
Dicas de livros
- “Kanban: Mudança Evolucionária de Processos Ágeis”, de David J. Anderson;
- “Kanban e Scrum: Obtendo o Melhor de Ambos”, de Henrik Kniberg e Mattias Skarin;
- “Gestão Visual de Projetos com Kanban”, de Eric Brechner;
- “Kanban: Gerenciamento Visual do Trabalho”, de Marcus Vinicius Santos;
- “Kanban na Prática”, de Renato Willi.