O método Getting Things Done, conhecido pela sigla GTD, propõe uma reorganização do fluxo de atividades tendo como base o entendimento que a mente humana serve para ter ideias, não para armazená-las.
Desenvolvido por David Allen e apresentado no livro “A Arte de Fazer Acontecer”, o GTD transfere toda a carga de compromissos e tarefas para um sistema externo confiável, liberando o foco mental para a execução.
O processo começa com a coleta de tudo que demanda atenção em uma caixa de entrada única. Cada item é processado com uma pergunta central: requer ação? Se não, vai para o lixo, para a lista “algum dia/talvez” ou para a pasta de referências. Se sim, a próxima pergunta é objetiva: leva menos de dois minutos? Nesse caso, a tarefa é feita na hora. Caso contrário, é delegada ou adiada com data e contexto definidos.
O sistema organiza o que sobra em listas específicas, como “próximas ações”, “projetos ativos”, “em espera” e calendário. Para projetos mais complexos, o GTD recomenda cinco etapas: definir objetivo, visualizar o resultado, fazer brainstorm, organizar e identificar as ações com seus responsáveis. A revisão semanal fecha o ciclo, garantindo que o sistema permaneça atualizado e confiável.
Como implementar
As atividades seguem um fluxo, conforme estipulado abaixo. Antes, alguns conceitos importantes.
- Caixa de entrada – Espaço no qual você insere tudo a ser realizado;
- Calendário – Ações que precisam acontecer numa data específica (em alguns casos, com horário definido, como compromissos). Também entram lembretes de informações, que podem ser úteis num determinado dia (exemplo: ligar para alguém após voltar das férias);
- Próximas ações – Lista os afazeres que precisam ser realizados assim que possível;
- Em espera – Área na qual citará o que foi delegado para outra pessoa;
- Algum dia/talvez – Incubação, o estacionamento de possíveis ações futuras;
- Projetos ativos – Todo trabalho que demanda várias ações para ser concluído;
- Referências – Reúne material de suporte;
- Revisão semanal – Avaliação periódica do andamento das atividades.
Fluxo de trabalho

O que será necessário: criar listas (para acompanhar projetos, ações que precisa executar e itens “algum dia/talvez”) e pastas (guardar material de referência e as informações de suporte aos projetos ativos).
Caixa de entrada
É passível de ação?
- Sim: qual a próxima ação?
- Não: atividade segue para o “lixo”, “algum dia/talvez” ou “referência”.
Vai levar menos de dois minutos?
- Sim: faça;
- Não: delegue (transfira para outra pessoa) ou adie (entra no calendário, para ser feito em um determinado momento ou será listado em “próximas ações”).
Como gerir a caixa de entrada
- Processe primeiro o item de cima;
- Processe um item de cada vez;
- Jamais devolva itens para a entrada.
Como definir que ações empreender num determinado momento
- 1 – Contexto (fatores que limitam suas opções em relação ao que você pode fazer no momento);
- 2 – Tempo disponível;
- 3 – Energia disponível;
- 4 – Prioridade.
Gestão de projetos
- 1 – Defina o objetivo e princípios;
- 2 – Visualize o resultado;
- 3 – Faça brainstorm;
- 4 – Organize;
- 5 – Identifique as ações (e responsáveis).
Dicas de aplicativos
Dicas de livros
- “A Arte de Fazer Acontecer”, de David Allen;
- “Faça o Trabalho que Você Ama”, de Marcos Rezende;
- “A Bíblia do GTD”, de David Allen;
- “GTD em 15 Minutos”, de David Allen.