O papel dos remédios e da alimentação na perda de peso

“Criamos um medicamento para reduzir o apetite porque a comida ao nosso redor está nos adoecendo. É como descobrir que a água da torneira é tóxica e tratar o problema com um remédio para sentir menos sede”

A comparação foi feita pela bioquímica e escritora francesa Jessie Inchauspé, conhecida nas redes sociais como Glucose Goddess, durante participação no podcast The Diary Of A CEO.

A declaração ocorre em um momento de expansão de tratamentos baseados em agonistas de GLP-1, como Ozempic e Wegovy. Esses medicamentos reproduzem a ação de um hormônio relacionado à saciedade, ajudando a reduzir o apetite e a controlar a glicose. Como resultado, têm apresentado efeitos importantes na redução do peso corporal.

O avanço dessas terapias também ampliou o debate sobre fatores que contribuem para o ganho de peso, incluindo a qualidade da alimentação disponível no cotidiano.

Nesse cenário, pesquisadores investigam como a alimentação contemporânea pode afetar a fome e a ingestão de calorias. O tema passou a considerar fatores além do comportamento individual, incluindo a expansão dos alimentos ultraprocessados, geralmente formulados com açúcares, amidos refinados e diversos aditivos.