O senso comum em tempos de desinformação

Vivemos em uma era marcada pela desconfiança em relação a especialistas e instituições, pontua a historiadora norte-americana Sophia Rosenfeld. Hoje, cada vez mais nos guiamos pelo senso comum, que é o conhecimento que adquirimos através da vivência e da experiência, sem a necessidade de estudos formais.

Historicamente, o conhecimento era adquirido por meio de duas vias principais: a experiência pessoal e a expertise de especialistas. Atualmente, a desconfiança em relação aos especialistas e a valorização da experiência pessoal, muitas vezes amplificada pelas redes sociais, têm levado a simplificação do debate público.

O senso comum, embora útil para a tomada de decisões cotidianas, traz consigo desafios. Rosenfeld explica que, ao simplificar questões complexas, corremos o risco de perder nuances importantes e de tomar decisões baseadas em informações incompletas. 

As redes sociais amplificaram a disseminação de ideias simplificadas ou mesmo de notícias falsas, contribuindo para a sensação de que problemas complexos podem ser resolvidos com soluções imediatas, pontua a autora. Essa busca por respostas fáceis muitas vezes desconsidera a complexidade das questões e a importância de um conhecimento especializado.

Em um mundo cada vez mais complexo, a busca por respostas simples e imediatas pode ser tentadora, mas é essencial que nos mantenhamos atentos aos perigos da desinformação e da simplificação excessiva. A construção de um conhecimento sólido exige um esforço contínuo de aprendizado e de questionamento das informações que recebemos.

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