Em seu livro “Hino de Batalha de Uma Mãe Tigresa”, Amy Chua descreve um método de educação rigoroso. Com orgulho, Amy Chua compartilha sua abordagem disciplinada na criação das filhas: nada de distrações como TV ou videogames, nem encontros com amigas. Excelência escolar é obrigatória -exceto na educação física-, as escolhas extracurriculares não lhes pertencem e o piano ocupa ao menos quatro horas de seus dias.
Apesar de defender sua abordagem, a autora reconhece um ponto crucial: a indisciplina pode ser fundamental para a inovação.
Por mais valiosa que seja, a disciplina, isolada, não é capaz de alimentar o potencial criativo e inovador sem o apoio da liberdade e da experimentação.
A história da tecnologia é repleta de exemplos de grandes inovadores que não seguiram o caminho tradicional da educação formal. Bill Gates e Steve Jobs são apenas alguns nomes que abandonaram ou adaptaram seus estudos para dar vazão a ideias disruptivas.
A capacidade de brincar e explorar o mundo com curiosidade infantil é fundamental para a inovação. Ao direcionar o pensamento dos mais jovens ou encher o dia deles com atividades extracurriculares, os pais podem estar sufocando a curiosidade.
É importante ressaltar que a disciplina e a criatividade não são antagônicas, mas complementares. A inovação requer tanto rigor intelectual quanto a capacidade de pensar fora da caixa. No entanto, um excesso de disciplina pode inibir a capacidade de questionar o status quo e de buscar novas soluções.
Imagem via Flickr


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