A felicidade não é uma coisa que aniquila a dor. Não dá para dizer ‘não vou ter mais sofrimentos, só vou ser feliz’. A verdadeira felicidade é você perceber que a beleza é um processo contínuo. Se alguma coisa me magoa, eu fico triste. Eu não posso ficar alegre com a tristeza. Faz parte da experiência humana sentir saudade, amor, ternura, ficar triste, ter medo da morte. É trabalhar o que está acontecendo com você e não negar, não iludir. Não adianta querer cobrir com um veuzinho muito fino aquilo que é a nossa verdade.
Monja Coen, em entrevista à Folha.
A autora do livro Viver Zen — Reflexões sobre o Instante e o Caminho afirma que felicidade está diretamente ligada ao que chamamos de sabedoria ou compreensão superior. “É um estado de deslumbramento com a vida, mesmo na dor, no sofrimento”, define.

Para Coen, é possível treinar para ser feliz. As práticas meditativas seriam um caminho para isso. Fato, inclusive, comprovado por pesquisas científicas.
Além disso, para encontrar a felicidade, não podemos esquecer dos cuidados com o corpo: “Somos uma unidade, nosso corpo e nossa mente estão unidos.”
A monja zen-budista desconstrói um mito recorrente para quem não conhece o budismo: acreditar que ser zen é levar uma vida sem sentir raiva. Do contrário. Pode até ser canalizado de forma positiva. De acordo com ela, “A indignação e a raiva são maravilhosas porque são elas que nos motivam a querer uma ação de transformação”.
Bônus
Há diversas leituras sobre a felicidade. Recomendo os livros Ciência da Felicidade, de Sonja Lyubomirsky e Felicidade, de Eduardo Giannetti.
Veja também
A tal da felicidade (Revista da Cultura)
