Fashion Revolution

O movimento Fashion Revolution prega uma abordagem mais sustentável para a moda. A transparência é um passo importante para essa transformação: é necessário indicar quem fez a peça e suas condições de trabalho. “Se você não vê, não pode mudar”, explica a ativista Carry Somers.

O Fashion Revolution propõe uma mudança estrutural na indústria da moda ao defender práticas mais éticas e sustentáveis ao longo de toda a cadeia produtiva. Nesse contexto, a transparência deixa de ser apenas um princípio abstrato e se consolida como um instrumento de responsabilização, monitoramento e transformação.

Em vez de restringir o debate ao produto final, o movimento enfatiza a necessidade de revelar quem produz as peças, em quais condições e sob quais relações de trabalho. Tornar visíveis os processos, da matéria-prima à confecção, permite expor desigualdades, violações e outros problemas.

A lógica central é que aquilo que não é visto dificilmente pode ser questionado ou transformado. Como afirma a ativista Carry Somers, cofundadora do movimento, o acesso à informação é condição básica para o avanço de qualquer melhoria, pois “se você não vê, não pode mudar”.

A transparência, portanto, não é um fim em si mesma, mas um meio para fortalecer a ética nas práticas empresariais, promover o consumo consciente e estimular políticas que priorizem dignidade, rastreabilidade e responsabilidade social.

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