A rápida expansão do Uber contribuiu para ampliar a discussão sobre novos formatos de trabalho associados à economia digital. Um primeiro ponto de análise é o perfil demográfico dos motoristas: em sua maioria, homens com ensino superior, casados e com filhos.
Os dados mostram que cerca de 80% já possuíam um emprego antes de ingressar na plataforma, enquanto aproximadamente 8% estavam desempregados. Nesse contexto, o uso do aplicativo aparece predominantemente como complemento de renda, associado à possibilidade de maior autonomia na gestão do tempo.
Em relação ao vínculo, a flexibilidade é um elemento central. Com uma dedicação média de 15 horas semanais, muitos motoristas obtêm ganhos adicionais entre 300 e 400 dólares. Em regiões como São Francisco, o rendimento por hora pode chegar a 25 dólares, superando algumas ocupações tradicionais no varejo ou na construção civil, ainda que permaneça abaixo da média corporativa local. Os números reforçam o caráter complementar da atividade, já que 90% dos motoristas dirigem menos de 35 horas por semana.
Embora representem cerca de 0,1% da força de trabalho norte-americana, com aproximadamente 160.000 motoristas ativos, esses dados indicam uma tendência em consolidação. Parte dos trabalhadores passa a combinar diferentes fontes de renda, articulando ocupações formais com atividades sob demanda.

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