PC, celular, tablet e, possivelmente, o Apple Watch: o potencial das tecnologias nem sempre está totalmente definido no momento do lançamento. Essa é a avaliação do analista de tendências Ben Bajarin.
Um bom exemplo é o primeiro iPhone. Hoje parece natural que um smartphone tenha busca interna ou uma loja de aplicativos, mas esses recursos não existiam na versão inicial do aparelho.
Essa observação ajuda a refletir sobre o Apple Watch. Em muitos casos, a primeira geração de um novo dispositivo da Apple funciona como um teste de mercado. Os componentes tendem a ser mais limitados e, com o tempo, o hardware pode não acompanhar recursos desenvolvidos posteriormente. O produto não se torna exatamente obsoleto, mas seu desempenho e sua compatibilidade ficam comprometidos.
O primeiro iPad ilustra bem essa dinâmica. Por conta de sua capacidade de processamento reduzida, ele não conseguia executar, com o mesmo desempenho, aplicativos que funcionavam sem dificuldade no iPad 2. Esse tipo de diferença mostra como, em tecnologias emergentes, o verdadeiro potencial do produto costuma se revelar apenas nas gerações seguintes.

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