O futuro do trabalho

O filósofo suíço Alain de Botton, em seu livro The Pleasures and Sorrows of Work, ainda não publicado no Brasil, chama a atenção para o desperdício de talentos humanos, tema pouco discutido diante da preocupação com recursos naturais e energia. Essa reflexão reforça a necessidade de repensar os modelos tradicionais de emprego.

A revista Galileu, ao tratar do futuro do trabalho, recomenda abandonar a ideia fixa do emprego formal tradicional. A publicação indica que agora temos à disposição muitas ferramentas que estão mudando a forma como trabalhamos e, consequentemente, como vivemos. O futuro aponta para organizações menores, que se reúnem em torno de projetos comuns e colaborativos. Essa mudança acompanha tendências já consolidadas, como a busca por qualidade de vida, o cuidado com o meio ambiente e o desejo de realização pessoal também no trabalho.

Muitas dessas transformações já são realidade para quem atua como freelancer ou em projetos colaborativos, muitas vezes sem respeitar fronteiras geográficas. O trabalho envolve pessoas que nem sempre se conhecem pessoalmente, mas que unem conhecimentos e ideias de áreas distintas.

Essa tendência é mais visível na economia criativa, que abrange publicidade, artes e jornalismo, mas a revolução digital deve impactar outras profissões em breve. Há previsões de que o custo da educação reduzirá drasticamente, abrindo ainda mais possibilidades para mudanças no trabalho e na vida profissional.