Cultivando laços verdadeiros

 

Num mundo que valoriza posições polarizadas, é possível construir conexões verdadeiras? A pesquisadora Brené Brown passou pela TED e fez uma ótima palestra sobre como a vulnerabilidade influencia nas relações interpessoais e na construção de nossas identidades.

Em sua pesquisa, ela explorou o que nos impede de fazer conexões verdadeiras. Quando somos dominados pelo medo e a vergonha, julgamos não merecer laços sociais fortes.

Segundo Brown, ao invés de encararmos a questão, nós fazemos o incerto parecer certo. “Minha religião é a correta; suas crenças, erradas”. Na política, substituímos o debate pela necessidade de apontar culpados. Seguimos com esse padrão, pois “acreditamos” que nossos atos não impactam outras pessoas.

Vivemos num mundo vulnerável, mas decidimos ignorar nossos sentimentos, reflete Brown. Anestesiamo-nos gastando muito, comendo em excesso, usando remédios em demasia etc. Para ela, não é possível contornar essas questões seletivamente. Quando anestesiamos sentimentos pesados, também comprometemos a alegria, a gratidão e a felicidade.

Iniciamos um ciclo nocivo, de fuga, no qual nos entregamos ao consumo. Distanciamo-nos, assim, de sermos autênticos e reais. “Vulnerabilidade é o berço de inseguranças, mas também da criatividade, do pertencimento e do amor”, pondera.

Há pessoas que compreendem isso, chamados por Brown de corações-plenos. São indivíduos que aceitam o imponderável da vida. Em comum,  cultivam a coragem (de serem imperfeitos), compaixão (consigo e com os outros, nessa ordem) e a… Vulnerabilidade. Ao invés de prever e controlar, abraçam novos caminhos, mesmo sem a certeza do sucesso.

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Comerciais da Apple: mashup

485 vídeos da maçã. Interessante conferir como o discurso da empresa evoluiu ao longo dos anos.

O lar do futuro

[…] a noção de lar, também graças à internet, expandiu-se para territórios simbólicos – levo minha “casa” comigo pelo mundo, no celular, no computador, nas redes sociais.
A maior parte de nós, no entanto, continua vivendo em residências que reproduzem o modelo tripartido do século 18, que divide o espaço em áreas social, íntima e de serviços em ambientes compartimentados e estanques.
[…] Mas, se o futuro chegou, a casa que vai representar esse novo tempo deverá se basear não mais em cômodos e hierarquias, mas nas atividades que exercemos ali.
[…] Nossa casa será um sistema aberto, colaborativo e seremos todos co-designers desses espaços.

Guto Requena, arquiteto. Hoje, ele inaugura sua coluna na Folha, espaço que passa a ocupar quinzenalmente.

Android: história visual

Do lançamento à mais nova versão (Ice Cream Sandwich, a primeira a valer tanto para celulares quanto tablets), o site The Verge analisa a evolução visual do Android, o popular sistema aberto para dispositivos móveis.

O Google geralmente entrega uma boa UI (User Interface). O problema são as modificações mirabolantes dos fabricantes de hardware ou o desleixo de alguns criadores de aplicativo. Não à toa, o Google quer acabar com as discrepâncias visuais. Agora, há um guia de design para a plataforma Android.

O futuro do trabalho

Felizmente, nunca houve tantas ferramentas disponíveis para mudar o modo como trabalhamos e, consequentemente, como vivemos. E as transformações estão acontecendo. A crise despedaçou companhias gigantes tidas até então como modelos de administração. Em vez de grandes conglomerados, o futuro será povoado de empresas menores reunidas em torno de projetos em comum. Os próximos anos também vão consolidar mudanças que vêm acontecendo há algum tempo: a busca pela qualidade de vida, a preocupação com o meio ambiente, e a vontade de nos realizarmos como pessoas também em nossos trabalhos. “Falamos tanto em desperdício de recursos naturais e energia, mas e quanto ao desperdício de talentos?”, diz o filósofo e ensaísta suíço Alain de Botton em seu novo livro The Pleasures and Sorrows of Works (Os prazeres e as dores do trabalho, ainda inédito no Brasil).

Trecho da matéria da revista Galileu sobre o futuro do trabalho.  Para começar, o texto recomenda: esqueça essa história de emprego.

Muitas características apontadas pela publicação já são realidade. Trabalho como freelancer em projetos de comunicação há mais de seis anos, prestando inclusive consultoria de comunicação e realizando trabalhos jornalísticos sem “respeitar” fronteiras geográficas.

É uma atuação colaborativa, envolvendo pessoas que nem se conhecem pessoalmente. Mesmo localmente, você desenvolve projetos que unem várias áreas de uma empresa. Ou seja, o conhecimento não está represado, deve aceitar boas ideais dos segmentos mais distintos.

Evidentemente, a tendência ainda é mais presente nos segmentos da chamada economia criativa (publicidade, artes, jornalismo etc.). Mas a revolução que a internet está causando em algumas profissões ainda está na sua fase embrionária. Há quem preveja que o custo da educação, no futuro, será próximo a zero.