Haters Gonna Hate

“A internet é libertária, democrática, mas também faz você entregar sua privacidade e se relacionar com corporações como se fossem Deus ou a natureza. Elas dizem: “Você não precisa pagar nada”. E você se entrega acriticamente, porque a ideia de não fazer esforço é sedutora.
E há o narcisismo, a exposição no Facebook, que pega um ponto central. É perverso, a conquista vai em pontos frágeis da psique, você se sente uma celebridade. Do ponto de vista político, você acha que está usando, mas está sendo usado. O livro expressa esse desconforto.”

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“Talvez [a internet] tenha acirrado algo que sempre existiu em potencial. Você não tem privacidade, mas pode ter anonimato, o que permite uma manifestação de imbecilidade sob a proteção do anonimato.
Estava incomodado com isso e pensei nesse narrador que representa o ódio absoluto, o anonimato da internet.”

Bernardo Carvalho,  em entrevista à Folha. O autor comenta temas correlatos ao seu novo romance, “Reprodução”.

O assunto também é abordado em outro título, “Viral Hate: Containing its Spread on the Internet” (“Ódio Viral: Contendo sua Dispersão na Internet”). Nele, Abraham Foxman e Christopher Wolf questionam se, em nome da liberdade de expressão, estamos propiciando o discurso do ódio.

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